quem sabe?

um poema
que ligue os anos
e nos recicle
como a serpente
mordendo a cauda

que cubra o abismo
sobre os passos
tortos ébrios
sábios sóbrios
e ao contrário
do balé de um duelo
nos reaproxime
derretendo o chumbo
das balas a esmo

para que restemos amálgama
transformando passados
em preciosa gema
na inquebrantável fé
que podemos ser unos
sós a dois até

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